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A “Indústria do Desbloqueio”: Furto de celulares no Carnaval alimenta quadrilhas especializadas em limpar contas bancárias em minutos

 

 

_Especialista em cibersegurança alerta: o objetivo não é vender o aparelho, mas usar sua “identidade digital” para realizar empréstimos, transferências via PIX e golpes em contatos. Eduardo Nery explica como as quadrilhas operam e como se blindar_

No momento de pular Carnaval, a distração típica da folia se torna o cenário perfeito para um crime que evoluiu drasticamente: o furto de celulares não visa mais apenas o valor do eletrônico, mas sim o acesso total à vida financeira da vítima. Segundo Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, o que antes era um prejuízo material de alguns mil reais, hoje se transforma em perdas de patrimônio que podem superar R$ 50 mil em questão de minutos.

*Como os criminosos agem com o aparelho em mãos?*

Nery explica que as quadrilhas que atuam em blocos e grandes eventos estão cada vez mais especializadas. O foco principal é o chamado “furto da tela aberta”, onde o criminoso observa a vítima digitando a senha ou espera o momento em que ela está usando o aparelho para arrancá-lo desbloqueado.

“Ao conseguir o celular desbloqueado, o criminoso não precisa ser um hacker avançado. Ele tem acesso ao e-mail e ao SMS da vítima, que são as chaves para redefinir as senhas de quase todos os aplicativos, inclusive bancos e redes sociais. É uma corrida contra o tempo: em menos de 10 minutos, eles conseguem alterar credenciais, aumentar limites e realizar o ‘limpa contas'”, detalha Eduardo.

*O especialista destaca as principais ações dos criminosos após o furto:*
1. A “Busca Inteligente”: A primeira ação é buscar nos blocos de notas, conversas de WhatsApp ou fotos por palavras-chave como “senha”, “banco”, “CPF” ou fotos de cartões de crédito.
2. Empréstimos e PIX: Com acesso aos apps bancários, os criminosos não apenas transferem o saldo existente para contas de “laranjas”, mas contratam empréstimos pré-aprovados e adiantamentos, deixando a vítima com uma dívida bancária gigantesca.
3. Sequestro de Redes Sociais: O roubo de contas de Instagram e WhatsApp é usado para aplicar golpes nos amigos e familiares da vítima, pedindo dinheiro em nome dela (Engenharia Social).
4. Chantagem Digital: Em alguns casos, o acesso à galeria de fotos e conversas privadas é utilizado para extorsão futura.
5. “O celular virou a chave-mestra da nossa vida. Perder a carteira hoje é menos perigoso do que perder o smartphone”, afirma Nery.

*Blindagem Digital: Medidas que salvam o patrimônio*

Para reduzir riscos durante a folia, Eduardo Nery recomenda ir além do básico. “Senha forte é essencial, mas no Carnaval a estratégia precisa ser de contenção de danos”, orienta.

*Entre as principais recomendações estão:*

* Não levar o celular principal: se possível, use um aparelho antigo apenas para ligações e apps de transporte, sem apps de bancos instalados.
* Proteção dos Apps de Banco: Utilize recursos como “Pasta Segura” (Samsung) ou oculte os ícones dos bancos da tela principal.
* Diminuir Limites PIX: Antes de sair para o bloco, reduza drasticamente os limites de transferência noturna e diária no app do banco.
* Não usar a senha de desbloqueio em público: Prefira a biometria. Criminosos (“olheiros”) ficam na multidão apenas filmando pessoas digitando códigos numéricos antes de dar o sinal para o furto.
* Ativar o “Modo Ladrão” (se disponível): Ferramentas novas que bloqueiam o celular ao detectar movimentos bruscos de corrida.

O especialista reforça ainda a importância do Registrato, serviço gratuito do Banco Central. “Muitas vítimas só descobrem dias depois que tiveram empréstimos feitos em seus nomes em bancos onde nem tinham conta aberta. O monitoramento deve ser constante”, conclui.

*Sobre a Every Cybersecurity*

Com sede em Brasília, escritório no Rio de Janeiro e atuação nacional, a Every Cybersecurity celebra 12 anos em 2026 e se consolidou como referência em Segurança da Informação, Governança, Riscos e Compliance (GRC) e Privacidade da Informação, com destaque para a liderança em Adequação à LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A empresa atua protegendo grandes órgãos públicos e empresas privadas contra ameaças digitais complexas.

*Serviço*: Every Cybersecurity
Telefone: (61) 3548-1994
Site: www.every.com.br

*Assessoria de Imprensa*
Etcetera Comunicação
(61) 99170-0606
marina@etccomunica.com.br

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