O duo Vozmecê realiza, na segunda semana de fevereiro, uma circulação
cultural em três cidades do interior de Mato Grosso do Sul, levando
apresentações musicais interativas, vivências em dança e a exibição de
documentário para estudantes dos campi do Instituto Federal de Mato Grosso
do Sul (IFMS) em Aquidauana, Dourados e Jardim. A iniciativa integra o
Circuito TropicaPolca, projeto cultural desenvolvido pelo próprio duo, com o
objetivo de ampliar o acesso à cultura, fortalecer a formação de público para a
música autoral sul-mato-grossense e valorizar as expressões culturais da
região de fronteira.
Formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori, o duo Vozmecê é
responsável pela concepção e realização do Circuito TropicaPolca, reunindo
ritmos tradicionais da fronteira sul-americana, como polca paraguaia,
chamamé, guarânia e catira, a uma estética contemporânea, marcada por
letras que abordam temas como igualdade de gênero, descolonização cultural
e preservação ambiental.
Além dos shows, o projeto desenvolvido pelo Vozmecê contempla ações
formativas voltadas às juventudes da rede pública. Em cada cidade, o público
participa de um show interativo do duo, com vivência de danças regionais
conduzida pelo professor e pesquisador Felipe Arguilhera (UFMS), e da
exibição do documentário “Tropicapolca”, seguida de roda de conversa sobre
identidade regional e os processos de produção cultural independente em Mato
Grosso do Sul. Ao todo, o Circuito TropicaPolca realiza seis vivências artísticas,
sendo três apresentações musicais e três sessões do documentário.
A proposta tem como público prioritário estudantes do ensino médio dos
campi do IFMS, especialmente jovens de baixa renda do interior do estado,
muitos deles com acesso restrito a programações culturais presenciais. Com
essa iniciativa, o duo Vozmecê busca fortalecer a formação de público para a
música autoral sul-mato-grossense, ao mesmo tempo em que promove a
valorização das culturas de fronteira e dos territórios onde as ações são
realizadas.
O Vozmecê possui trajetória marcada pela circulação artística em 17 estados
brasileiros e por uma pesquisa estética voltada aos ritmos latino-americanos. O
espetáculo “Tropicapolca” é baseado no álbum audiovisual lançado pelo duo
em 2024, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, que reúne 15 músicas e 15
vídeos produzidos de forma independente no estúdio dos próprios artistas.
O show conta com banda completa e a utilização de instrumentos identitários
da região, como harpa paraguaia, viola caipira e flauta pífano, reforçando o
caráter multicultural e latino-americano da proposta artística do Vozmecê.
Outro eixo central do Circuito TropicaPolca, realizado pelo duo Vozmecê, é a
acessibilidade cultural. Todas as apresentações contam com intérprete de
Libras em cena, e o documentário é exibido com janela de Libras,
audiodescrição e legendas descritivas. A equipe do projeto também passa por
formação em práticas inclusivas, garantindo condições de participação plena
para estudantes com deficiência.
“O Circuito Tropicapolca nasce do desejo de mostrar que a música autoral do
Mato Grosso do Sul dialoga com a nossa história, com a nossa fronteira e com
os dilemas do presente. Levar esse trabalho para dentro das escolas é uma
forma de fortalecer pertencimento, identidade e acesso à cultura”, afirma
Namaria Schneider, integrante do duo Vozmecê.
Realizado por meio de edital de fomento à cultura, o Circuito TropicaPolca,
realizado pelo duo Vozmecê, integra uma estratégia de descentralização das
ações culturais no estado, levando arte, formação e audiovisual para regiões
que historicamente apresentam menor acesso a programações culturais
presenciais.
Da Assessoria de Imprensa





