Giovanni Bocchi, primeiro brasileiro a apresentar obras quatro vezes no maior museu de arte do mundo, conversa com Danilo Gentili nesta segunda-feira (14) e revela detalhes de sua trajetória, técnica e paixão por mapas e embarcações.

O The Noite com Danilo Gentili desta segunda-feira (14) recebe Giovanni Bocchi, desenhista que vem chamando a atenção dentro e fora do país com obras feitas à mão que retratam mapas históricos, embarcações e algumas das construções mais famosas do mundo. Primeiro brasileiro a expor quatro vezes no Museu do Louvre, em Paris, o artista se prepara para voltar ao espaço pela quinta vez, em outubro, e conta no programa como transformou uma paixão de infância em uma carreira marcada por trabalhos de extrema precisão.
Durante a conversa, Giovanni fala sobre a repercussão de uma entrevista que alcançou 30 milhões de visualizações em apenas três dias. Após o viral, recebeu mais de 50 mil pedidos de arte. Os mapas são seu carro-chefe, resultado de pesquisas em referências antigas, e ele revela ter mais de 500 brasões de família memorizados.
A paixão pelos barcos começou ainda na infância e o levou, aos 14 anos, a ser contratado pela revista Náutica para desenhar lanchas. Ele também relembra a origem desse interesse e como decidiu transformar o tema em parte de seu trabalho:
“Comecei desenhando barcos. Minha paixão sempre foi por histórias de piratas e navegações. Inclusive, uma das minhas séries favoritas é Piratas do Caribe. Fazia exposições de quadros desde criança, comecei a vender com 12 anos de idade e a desenhar com três.”
“Muitas pessoas iam às minhas exposições, mas não compravam tanto o meu trabalho porque o barco é mais legal para casa de praia. Comecei a pensar e percebi que mapas de piratas do Caribe e do mundo eram um trabalho muito legal que eu poderia fazer e incluir neles navios também, que eu gostava tanto de desenhar. Foi um sucesso desde que comecei a fazer.”
Autodidata, Giovanni nunca fez curso de desenho e explica como desenvolveu sua técnica:
“Eu nunca fiz aula, sou autodidata. Aprendi sozinho desde pequeno”, conta.
Ele utiliza a técnica do bico de pena com tinta nanquim e pesquisa referências históricas, arquitetônicas e náuticas antes de começar cada trabalho. Sobre o processo criativo, explica:
“Eu pesquiso mapas antigos e faço monumentos. Cada trabalho tem uma temática diferente. Em alguns, coloco os quatro elementos; em outros, personagens da história e locais importantes. Cada trabalho representa uma época diferente.”
Além dos mapas, monumentos e embarcações, Giovanni também recebe pedidos relacionados à cultura pop e ao universo geek. Seus quadros são feitos para resistir à água, têm 20 anos de garantia e, segundo ele, podem durar até 300 anos. O desenhista vende trabalhos prontos, aceita encomendas, faz lives no Instagram todas as sextas-feiras e prepara o lançamento de um livro na Bienal de São Paulo.
O “The Noite com Danilo Gentili” desta segunda-feira (14) vai ao ar no SBT, logo após o “Galvão FC”.





